Hello pessoal, como estão? Acabei há pouco mais de um mês a leitura perturbante desse livro da Elena Ferrante. O que foi isso meu Braseeeellllll????
Pra você que não está entendendo o que eu digo, vou contar um pouquinho mais do livro e da história. A autora vai nos contar apenas um pequeno período de tempo da vida da Olga, o tempo que o Mario abandonou ela e seus filhos por uma mulher mais nova. Te soa comum?
O tema central da história tinha tudo pra ser ruim, mas a autora consegue construir no leitor o interesse pelo assunto, sobretudo despertando a curiosidade em quem viveu e não viveu algo parecido. Elena Ferrante (pseudônimo) narra pro leitor as dores e desamores da dor de uma separação, chegando a nos tirar o fôlego em determinados momentos. Que NARRATIVA!
Para você ter uma ideia do que digo, coloco abaixo o primeiro parágrafo do livro.
"Uma tarde de abril, logo após o almoço, meu marido me comunicou que iria me deixar. Fez isso enquanto tirávamos a mesa, as crianças brigavam como sempre no outro cômodo, o cachorro sonhava resmungando ao lado do aquecedor. Disse-me que estava confuso, que vivia maus momentos de cansaço, de insatisfação, talvez de covardia. Falou por muito tempo dos nossos quinze anos de casados, dos filhos, e admitiu que não tinha o que reclamar deles nem de mim. Manteve a compostura de sempre, contendo um gesto de excesso com a mão direita quando me explicou com uma careta infantil que vozes leves, certo sussurro, o levaram para outro lugar. Depois assumiu a culpa do que estava acontecendo e fechou com cuidado a porta atrás de si, deixando-me como uma pedra ao lado da pia'
Sentiu a pressão?
Devastador como essa mulher enfrenta tudo isso de um dia para o outro. Esse romance italiano apesar de doloroso é lindo. tocante e honesto com o leitor. A autora não tem meias palavras, ela vai direto ao ponto, não tem enrolação e nem mela cueca (rs).
Gosto de escritas assim, diretas. Embora o livro tenha diversos momentos em quem Olga envolve-se em seu fluxo de pensamento, ela mostra até onde uma pessoa é capaz de chegar com sua dores intrínsecas. A construção de Olga para o leitor vai acontecendo gradualmente, enquanto Mario vai intensificando um sentimento negativo, que com o passar das páginas se torna progressivo.
Durante essa leitura também conhecemos Olga como mãe, mas essa parte do livro me incomodou bastante, nossos valores maternos não se coincidiram e em diversos momentos me peguei parando a leitura para analisar e contestar a postura da personagem. Posso estar louca, mas esse papel materno de Olga não me convenceu me levando a analisar e sentir que a autora no caso poderia ser um "homem".
Teorias a parte, essa é uma leitura indescritivelmente interessante. Categorizei com 5 estrelas no Skoob.
Acho que é isso!
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Me interessei muito por esse livro. A história parece ser dessas que prendem o leitor. Vou colocá-lo na minha lista.
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